quinta-feira, 8 de outubro de 2015

"Vírus HIV avança em direção ao interior do Estado!"

aids remédio
aids-HIV
                
                Doença descoberta há quase 35 anos, a Aids passa hoje por um processo de ‘interiorização’ no Estado do Rio. Os casos estão crescendo em municípios das regiões Norte e Noroeste fluminense, ao contrário do que ocorre na Região Metropolitana, onde a tendência é de queda. Outro dado preocupa em relação ao panorama do vírus HIV no estado: quase um terço dos pacientes é diagnosticado já em estágio avançado.
                  Os dados são do último balanço da Secretaria Estadual de Saúde (SES). De acordo com o superintendente da Vigilância Epidemiológica e Ambiental da SES, Alexandre Chieppe, o fenômeno pode ser justificado pelo comportamento da Aids. Ele explica que a epidemia começou nas grandes cidades, e a tendência — observada inclusive em outros estados do país — é de que ‘migre’ para outros municípios.
                 “Percebemos que a taxa de incidência da Aids tende a crescer em municípios do interior, ao contrário da Região Metropolitana, onde a epidemia é mais antiga”.
De acordo com a secretaria, 27,46% dos pacientes no estado obtiveram o diagnóstico tardiamente, quando já há comprometimento do sistema imunológico. A região noroeste apresentou a maior taxa de detecção atrasada (50%), seguida pela região Centro-Sul (42,31%).
                  Chieppe reconhece que o diagnóstico ainda não acontece no tempo apropriado e que isso influencia na taxa de mortalidade da Aids. Dados mostram que o número de mortes pela doença não caem, apesar do avanço nos tratamentos. Em 2012, foram 1.778 mortes no estado, contra 1.664 em 2000.
Segundo o superintendente, há muitos casos em que a testagem só é feita quando a pessoa já apresenta sintomas, como problemas no sistema imunológico, e procura o hospital.                              “Ainda há muito estigma e preconceito em torno da Aids, por isso muitas pessoas relutam em fazer o teste”, aponta, acrescentando que, em alguns casos, o paciente não percebe que se expôs ao risco de contração do HIV e, por isso, não procura o teste.
                   Coquetel também é prevenção.
                   Para reduzir o risco de infecção pelo HIV, a Secretaria Estadual de Saúde vem orientando profissionais de todos os municípios sobre a PEP sexual (profilaxia pós-exposição sexual). A técnica consiste no uso de medicamentos (coquetel anti-HIV) até 72 horas em situações específicas: falha ou rompimento do preservativo, ou o não uso do mesmo. O paciente só tem acesso ao coquetel após uma avaliação profissional.
                    Na rede municipal de saúde, os testes para diagnóstico são feitos em todas as Clínicas da Família e nos Centros Municipais de Saúde.
Sífilis é muito preocupante
                    Este mês, foi lançado o Boletim Epidemiológico e Ambiental, com o panorama de 15 doenças, além da cobertura vacinal no Estado do Rio. De acordo com o material, os casos de sífilis em gestantes e congênita subiram. Em 2009, a taxa de incidência era de cinco casos a cada mil gestantes. Já em 2013, o estado registrou 15 a cada mil. No mesmo período, o índice de bebês que nasceram com a doença subiu de seis por mil para 12 por mil. Em relação ao mal em bebês, o estado tem a maior taxa nacional.
                    Outra doença que mantém altos níveis é a tuberculose, com 68 casos a cada cem mil pessoas. O índice é quase o dobro da taxa nacional (35 por cem mil).

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

"Seu filho ainda não consegue ler, escrever ou interpretar frases ou textos? Fique atento, ele pode ser DISLÉXICO."

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Andressa Amaral
Neuropsicopedagoga

                  Muitos tem sido os problemas enfrentados por pais e educadores, em relação a crianças em fase de alfabetização, no que diz respeito ao processo de leitura, visto que inúmeras são as crianças que encontram muitas dificuldades neste momento por não conseguirem ler, escrever, decodificar fonemas e grafemas.
                   Porém, este problema vai além do simples fato de uma criança ler e escrever ou não.  Tal questão traz inúmeras implicações para a vida desta criança no decorrer de sua vida escolar, dentre as quais podemos enfatizar: estigmas por ser uma criança que está sempre em atraso em relação aos colegas, autoestima comprometida, vez que este aprendiz deixa de acreditar em si próprio, além do próprio descrédito que este sofre em seu seio familiar, quando em larga escala, pelo desconhecimento das possíveis causas do problema, os pais acham que a criança é desinteressada, preguiçosa e acaba gerando outros problemas associados.
                  O fato é que estudos já comprovam que este problema tem nome: dislexia, que hoje já se sabe que é um transtorno genético e hereditário que compromete diversos níveis de linguagem no indivíduo.  Por ser uma dificuldade específica de linguagem, que gera dificuldades específicas como: soletração, leitura, escrita, trocas fonéticas, dificuldades em cálculos e lógica matemática, esta geralmente ganha significativa relevância quando a criança está na fase de alfabetização, pois é neste momento que a escola passa a detectar que algo diferente está acontecendo com esta, em relação às outras crianças.
                  O grande problema é que ainda vivemos uma realidade em nosso sistema educacional, de profissionais que ainda desconhecem o problema e suas possíveis causas, e por vezes, atribuem essas dificuldades apresentadas pela criança, à falta de interesse, descomprometimento, e em larga escala, estigmatizam essas crianças, principalmente em uso de termos inadequados como: “seus amigos já conseguem, você não quer nada, não é possível que ainda não consiga identificar estes sons…”, e o maior problema é que estes estigmas refletem também no seio familiar ao passo que os pais recebem da escola e informação de que a criança não quer, não busca, não aprende!!!
                   É preciso que pais e educadores fiquem muito atentos, ao indicarem uma dificuldade específica de linguagem em uma criança, pois a questão pode ir além do interesse.  A criança disléxica, por mais que queira, não consegue estabelecer a associação grafema e fonema, e consequentemente não conseguem estabelecer as conexões linguísticas necessárias aos processos de leitura e escrita, por isso a importância de um olhar diferenciado.
Muito importante também é ressaltar que a dislexia manifesta-se em vários níveis e formas: ela pode estar no campo da leitura, da escrita, também conhecida como disgrafia, ou ainda na construção lógica da matemática o que infere-se o subtipo: discalculia.  Contudo, é importante observar que alguns sintomas são característicos e possíveis indicadores de crianças disléxicas:

· Trocas fonéticas
· Leitura silabada
· Junção: “A lua está entre as nuvens” por “Alua está entreas nuvens”.
· Quando a incompreensão na leitura ultrapassa a fase de alfabetização
· Acréscimo de letras ou sílabas: “Estranho” por “estrainho”;
· Omissão: “Chuva forte” por “chuva fote”;
· Substituição: “todos” por “totos”;
· Troca, omite ou inverte as letras durante a leitura, dentre outros.

                     Vale ressaltar que a dislexia é um problema que ainda não tem cura, mas possui tratamento e acompanhamento direcionado.  Nestes casos o trabalho de reforço nos campos de consciência fonológica, compreensão e produção textual, para que esta criança consiga de fato evoluir em sua vida acadêmica.
                     Para isso, é muito importante que haja um diagnóstico precoce, vez que o avançar da idade prejudica a eficácia do tratamento, além da importância deste trabalho ser realizado por uma equipe multidisciplinar composta por: pedagogos, fonoaudiólogos, psicólogos e psicopedagogos de modo que a criança consiga evoluir em suas dificuldades e superar estas barreiras em seu processo de alfabetização.

                     De extrema importância é entender que nem toda troca fonética ou de letras no processo de alfabetização podem ser consideradas dislexia, por isso, muito importante que os profissionais envolvidos neste processo conheçam de fato a questão para chegarem aos melhores resultados das crianças em questão.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

"WhatsApp é 'pirataria pura', acusa presidente da Telefônica!"

                Em um debate durante o Congresso da ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura), o presidente da Telefónica Brasil, Amos Genish, alegou que aplicativo de mensagens de texto e voz WhatsApp está "trabalhando contra as leis brasileiras". O WhatsApp disponibilizou neste ano no Brasil sua funcionalidade de conversas por VoIP.

                    O argumento de Genish é que o aplicativo se aproveita da clientela e da infraestrutura das operadoras de telecomunicações sem, no entanto, estar sujeito às leis regulatórias e aos encargos tributários sob os quais elas trabalham. "Não é admissível uma empresa prover serviço de voz sem licença do regulador, usando os números das demais operadoras e sem pagar impostos", disse.

                         Segundo o presidente da empresa que é dona da marca Vivo, esse é um dos motivos pelos quais a operadora não oferece planos com uso ilimitado do aplicativo. "Não vai acontecer nunca de fazermos parceria com o WhatsApp", declarou.

                    Embora diga que ainda não é possível medir o impacto que o aplicativo tem sobre a receita ou o tráfego de dados da empresa, Genish considera o WhatsApp uma ameaça, por tratar-se de "uma operadora que está atuando sem licença no Brasil, e pode abrir caminho para que outros provedores queiram fazer o mesmo".

                      Por esse motivo, Genish considera que o aplicativo representa um problema muito maior para as empresas de telefonia móvel do que, por exemplo, o Netflix para os planos de TV a cabo. "O Netflix tem na TV a cabo o mesmo impacto que os outros aplicativos OTT [Over The Top, aplicativos de mensagem que permitem evitar as operadoras], mas o WhatsApp pode ter um impacto muito maior", considera. 

                        O presidente da América Móvil Brasil (dona da marca Claro), José Felix, concorda que falta "isonomia regulatória" à competição entre as operadoras de telefonia móvel e o WhatsApp. Embora considere "inegável" que o aplicativo tenha um impacto na receita da Claro, Felix disse não ter números para quantificar esse impacto.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

"PR de Garotinho perde mais um parlamentar!"

veronica costa pmdb

                   O PR de Anthony Garotinho perdeu mais um parlamentar para o PMDB. A vereadora do Rio Verônica Costa esteve na Assembleia Legislativa, na quinta-feira (01/10/2015), para preencher sua ficha de filiação com o presidente regional do PMDB no Rio, Jorge Picciani.
                   A situação da moça no PR não era lá das melhores. Ela já havia sido liberada para mudar de partido e avisada que, caso ficasse, não teria legenda para tentar a reeleição. A turma sabe que não vai eleger muitos vereadores e vê Verônica como uma ameaça.
                  A mãe loura do funk começou a se aproximar do PMDB desde o segundo turno das eleições de 2014, quando foi na contramão do PR e, em vez de apoiar Marcelo Crivella (PRB), caminhou ao lado de Luiz Fernando Pezão.
                  Além de Verônica Costa, essa semana outra perda no PR: O vereador Márcio Garcia, que foi candidato a vice na chapa com Garotinho na eleição para o Governo do Estado trocou o partido pela Rede de Sustentabilidade.

"Bomba: Prefeito de Macaé denuncia fraude na secretaria de Fazenda!"

dr aluizio
                     A Prefeitura de Macaé encontrou uma fraude fiscal na Secretaria de Fazenda do município. A informação foi divulgada pela própria prefeitura. Com a análise dos dados, o prefeito Dr. Aluízio concluiu que os valores não eram pagos efetivamente. Aluízio Júnior afirmou que dois funcionários foram identificados e afastados. O caso foi denunciado à Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar o caso. O valor desviado está sendo verificado, mas, segundo o prefeito, pode atingir cifras “expressivas”.
                     Segundo o prefeito, a prática foi percebida devido à regularidade de uso de certas contas após o expediente: “Era sempre o mesmo login e sempre a mesma máquina, mesma senha e mesmo horário: geralmente após o fim do expediente.”
                      O certificado de quitação das dívidas aconteciam somente na página da Prefeitura: “Ele lançava um código de barras e, no sistema, já teria sido aferido e verificado pelo banco. Aquela página virava uma página completamente quitada. Só que no extrato bancário, não conferia o pagamento.”, explicou o prefeito, acrescentando que, por ocorrer com frequência, os casos foram ligados uns aos outros e a suposta fraude foi notada. Ele demonstra, ainda, que o valor resultante das irregularidades pode atingir cifras expressivas: “Do IPTU, parece que começa a atingir o ISS. Se começa a atingir o ISS, o volume da fraude pode ser bastante grande.”

domingo, 4 de outubro de 2015

" Beijar dá câncer? Médico diz que é mais perigoso que cigarro. Beijo de língua pode passar HPV, responsável por 70% dos casos da doença na cabeça e pescoço!"

      Para os beijoqueiros de plantão, uma má notícia: beijar na boca ultrapassou o ato de fumar e beber álcool como principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço. O beijo de boca aberta ou de língua pode passar o vírus do papiloma humano (HPV), que, segundo o cirurgião Mahiban Thomas, do Royal Darwin Hospital, na Austrália, foi responsável por um “tsunami” de casos da doença. Os dados são do jornal Daily Mail.


      O HPV é  comumente associado ao câncer do colo do útero , há mais de 100 tipos do vírus e apenas oito de alto risco para causar a patologia. “Se você olhar para os números que saem dos Estados Unidos, 70% dos casos de câncer de cabeça e pescoço são devido ao HPV. Se você tem uma infecção por HPV, tem 250 vezes a chance de desenvolver câncer do que alguém que não tem HPV”, disse o médico, que é chefe de cirurgia maxilofacial, de cabeça e pescoço. Ele ainda alertou que o risco de contrair o vírus aumenta com o número de parceiros que beija e que as pessoas também subestimam os riscos associados ao sexo oral.
        Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos, afirmaram que estudos sugerem que o HPV oral pode ser transmitido durante o sexo oral ou beijo de boca aberta ou de língua. Cerca de 7% das pessoas têm HPV oral, mas apenas 1% apresenta o tipo que é encontrado em câncer de orofaringe.

sábado, 3 de outubro de 2015

"Ansiedade: um transtorno que não tem idade para aparecer!"


andressa 2607
  Cada vez mais temos visto adultos, crianças e adolescentes mencionarem a seguinte frase: “sou muito ansiosa”, mas até que ponto o verbo ser está sendo empregado de forma adequada? Há uma diferença muito importante entre ser e estar, e justamente sobre este “ser ansioso” que estaremos falando em nossa matéria deste domingo.

        É comum o indivíduo, quando exposto a condições novas, que aguçam sua curiosidade, expectativa, medo, dúvida, manifestar estados transitórios de ansiedade. Exemplo: um adolescente um dia antes de uma prova do vestibular, naturalmente irá apresentar sintomas de ansiedade, assim como um adulto que será submetido à uma entrevista de emprego ou uma criança que espera muito por um brinquedo que está a caminho. Essas condições são manifestos orgânicos naturais a determinados sinais do meio externo.
             Porém, quando um indivíduo apresenta preocupação excessiva, expectativa sempre apreensiva de difícil controle, descontrole emocional por medo de situações que não ocorreram, mas que estão em seu pensamento como algo possível, sendo estes fatores contínuos na vida desta pessoa e acrescidos dos sintomas de: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono, certamente este indivíduo encontra-se num quadro clínico de transtorno de ansiedade.
           Dentro deste aspecto, o sujeito acometido por tais sintomas não está simplesmente ansioso por um fator isolado, este é, sempre ansioso. E em quadros patológicos de ansiedade, os sintomas são duradouros, persistentes, e causam sempre mais sofrimento a este indivíduo do que causaria a outro que não sofre do transtorno de ansiedade, como por exemplo, uma possível mudança climática que pode simplesmente preocupar os indivíduos que precisam trabalhar e terão o transito prejudicado, em um indivíduo com ansiedade, só o fato de pensar na possibilidade da chuva, já causa imenso sofrimento, medo, preocupação e às vezes sintomas orgânicos tais como: fadiga, taquicardia, oscilações de pressão, neste individuo ansioso.
           É de extrema importância que pessoas portadores de transtorno de ansiedade sejam diagnosticadas e tratadas precocemente, pois o diagnóstico tardio pode trazer consequências serias à vida destas pessoas. Crianças ansiosas em larga escala apresentam problemas de aprendizagem e variações comportamentais, adolescentes com este problema muitas vezes passam por fases de isolamento e muitos entram em quadros depressivos, assim como adultos.
          Outro sério problema advindo da ansiedade, é o descontrole alimentar, vez que indivíduos com quadros clínicos de ansiedade apresentam compulsão alimentar tendo tal ato como forma de aliviar suas angustias.
           Pelas razões acima descritas o controle da ansiedade é de extrema importância à vida de pessoas de todas as idades, por tais razões este quadro, já tratado como transtorno, possui tratamento direcionado, por meio de medicamentos orientados por médicos especialistas, acompanhamento psicológico comportamental, atividades físicas e fisioterapia direcionada e tratamentos mais modernos dentre os quais o biofeedback, tem alcançado destaque, vez que este é um procedimento não invasivo, sem intervenção medicamentosa e que trabalha na linha terapêutica de controle de frequência e variabilidade cardíaca para que o indivíduo sob condições de stress e ansiedade consiga estabelecer autocontrole de seus pensamentos e ações.