terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Igreja Universal do Reino de Deus enfrenta revolta popular em país africano



Prisão de pastor que denunciou abusos em São Tomé e Príncipe leva população a destruir templos na ex-colônia portuguesa

A Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) enfrenta uma revolta popular em São Tomé e Príncipe, na África. Os incidentes já provocaram a depredação de seis templos e a morte de um adolescente de 13 anos, segundo informa a BBC.

A crise teve início em 11 de setembro, quando um pastor são-tomense da denominação foi preso na Costa do Marfim, sob acusação de ser o autor de mensagens que denunciam supostos abusos da igreja contra funcionários africanos.

Os textos foram divulgados por meio de grupos em Whatsapp e um perfil falso no Facebook. O conteúdo acusava pastores e bispos brasileiros da Iurd de “discriminar clérigos africanos”.

Também denunciava bispos e pastores de se apropriarem de dízimos recebidos dos fiéis, além de “humilhar, insultar, esmagar e escravizar os (pastores) africanos”.

Os pastores locais, segundo as denúncias, também seriam obrigados a fazer vasectomia e se manterem solteiros para se dedicar mais a igreja.

A prisão do pastor se deu após denúncia da Iurd à polícia marfinense. A igreja qualificou as mensagens como “mentiras absurdas e calúnias”.

O pastor preso é Ludimilo da Costa Veloso. Segundo a reportagem da BBC, ele tornou pastor da Iurd em seu país natal há 14 anos e foi transferido para Costa do Marfim. Nove dias após a prisão, foi considerado culpado pelo envio das mensagens e condenado a um ano de prisão.

As mensagens conclamavam funcionários locais a se insurgir contra a igreja. “Éramos muito pacientes, humildes demais, educados demais. Agora é hora de agir sem piedade!, diz um dos textos, em francês (língua principal de Costa do Marfim), reportado pela BBC.

O pastor assumiu a autoria das mensagens, mas seus advogados negam, argumentando que o cliente foi orientado pelas autoridade a assumir a autoria com a promessa de liberdade.

A notícia da prisão do pastor chegou a São Tomé e Príncipe por meio da esposa Ana Paulo Veloso. Ela está grávida. Por meio de entrevistas e relatos em redes sociais, afirmou que foi obrigada a deixar a Costa do Marfim às pressas, embora quisesse permanecer no país.

Ela também afirmou que o marido foi expulso da Universal após a prisão. Os depoimentos da mulher se espalharam e geraram revolta. Em 16 de setembro, centenas de manifestantes depredaram seis dos 20 templos da Iurd em São Tomé. A polícia interviu e um manifestante de 13 anos morreu.

A Iurd está presente em 23 países africanos. A crise em São Tomé e Príncipe já envolveu chefes de Estado africanos, mobilizou congressistas brasileiros e o Itamaraty, ainda podendo resultar na expulsão da denominação do território são-tomense, uma ex-colônia portuguesa de 200 mil habitantes.

A Igreja Universal do Reino de Deus é liderada pelo bispo Edir Macedo, religioso brasileiro radicado nos EUA. No Brasil, ele é aliado do atual presidente Jair Bolsonaro e controla a Rede Record, conglomerado que reúne rádio, TV e plataformas digitais.

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

ESCÂNDALO POLÍTICO: O que levou o prefeito de Campos (RJ) Rafael Diniz a enfrentar vaia na inauguração de um Shopping?



Uma cidade viciada em royalties, eleitores sempre à espera de um salvador da pátria e políticos messiânicos, prometendo uma máquina para voltar no tempo que já passou

A inauguração do Guarus Plaza Shopping na manhã de quinta-feira (21/11/2019), na região de Guarus, em Campos dos Goytacazes (RJ), era para ser uma festa. 

Uma banda de música tocando o hino do Flamengo sob a vibração de torcedores (o time carioca disputa a final da Libertadores da América), dava o tom festivo do empreendimento do empresário Joilson Barcellos, enquanto o governador Wilson Witzel, o prefeito da cidade, Rafael Diniz, e três deputados, Bruno Dauaire (PSC), Gil Vianna (PSL) e Wladimir Garotinho, que participavam da cerimônia davam o tom político. 

Filho dos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho, Wladimir é pré-candidato à sucessão municipal. Isso, talvez, é parte do contexto de um protesto que viralizou no ambiente e ganhou mais destaque do que própria festa de inauguração. 

ENTENDA O CASO 

O Guarus Plaza é um marco comercial, porque é o primeiro empreendimento deste porte em Guarus, a região que concentra a maior massa de consumo do município de 500 mil habitantes, mas que enfrenta um preconceito histórico, que vem da época da colonização portuguesa, quando a região foi estigmatizada em função das disputas entre companhia religiosas, indígenas e posteriormente escravos refugiados em quilombos. 

Barcellos descobriu o nicho de negócios que existe do outro do lado do Paraíba do Sul, rio que corta cidade. A filial de sua rede se supermercados, o Superbom, que funciona no Shopping, já é a segunda loja em vendas em toda a sua cadeia de varejos.  

Próximo ao Shopping inaugurado, está localizado o Hospital Geral de Guarus (HGG), uma unidade de saúde que enfrenta problemas estruturais desde o governo Rosinha Garotinho, que antecedeu a gestão de Diniz. 

Os problemas nos últimos anos, no entanto, se agravaram, principalmente diante das últimas chuvas, o que levou o município a interditar alguns setores. 

Foi neste ambiente que o prefeito chegou para participar de uma cerimônia de inauguração, que contava com a presença de moradores locais e partidários do seu adversário, Wladimir Garotinho.

O clima adverso para o prefeito ficou evidente logo que apareceu sua imagem no telão e plateia começou a gritar “HGG”, em tom de cobrança. As vaias começaram com partidários de Wladimir Garotinho e ganharam adesão ambiental, com forte repercussão posteriormente nas redes sociais e grupos de Whatsapp.

EQUIPE DE GOVERNO FALHOU 

Rafael Diniz ficou em situação de extrema vulnerabilidade diante de uma plateia adversa, porque sua equipe de comunicação não teve o cuidado de avaliar o terreno antes de sua chegada.

O prefeito, no mínimo, deveria ser avisado que se tratava de uma cerimônia aberta ao público em geral, e não apenas uma cerimônia com convidados. 

A cerimonialista da inauguração, que poderia exercer o controle sobre a plateia, também se mostrou inábil, porque não conseguiu evitar que a festa derivasse para um protesto contra uma autoridade convidada para o evento. 


O governador Wilson Witzel, um demagogo despudorado, ainda aproveitou a deixa para encenar um espetáculo bufo. Criticou as condições do HGG e prometeu liberar R$ 5 milhões para o Hospital. Resta saber se esse dinheiro vai realmente chegar.

Witzel não se importa em pagar mico. Já fez isso em outras vezes, quando tocou corneta, desceu de um helicóptero comemorando a morte de um rapaz com problemas mentais que sequestrou um ônibus na ponte Rio-Niterói e pilotou um helicóptero de onde policiais disparavam tiros contra uma favela. 

CIDADE VICIADA EM ROYALTIES 

Rafael Diniz, cujo o governo enfrenta um desgaste incontestável em face das condições financeiras que atinge as cidades da zona produtora de petróleo da Bacia de Campos, ao chegar para a inauguração, entrou em uma zona cinzenta, mas ainda assim, enfrentou a situação. 

Discursou mesmo diante de vaias, ainda que não conseguisse ser ouvido por uma turba barulhenta. 

Um dos grandes problemas do governo Rafael Diniz continua sendo parte de sua equipe, principalmente um núcleo que acredita ser possível contornar sentimentos e conter as ruas por meio de postagens em redes sociais. 

Há também problemas financeiros crônicos. Rafael Diniz governa uma cidade com perdas financeiras sem precedentes, enquanto tem um custeio infinitamente maior do que o município detinha na era do ouro negro. É destemido nas tomadas de decisões, mesmo as que atingem a popularidade. É, portanto, um governante que não se deixa seduzir por elogios em troca de aventuras com dinheiro público. 

Mas no campo da realidade, é um desatino comparar Campos de 2016 a 2020, com cotação de petróleo em baixa, queda de produção na Bacia de Campos (que já respondeu por 80% da produção nacional e perdeu protagonismo para o pré-sal), com a Campos dos Goytacazes sob cotação do barril do petróleo em U$S 113 e a economia mundial bombando.

A Campos dos Goytacazes na gestão nos tempos  atuais é uma cidade sem dinheiro, muita segmentos da sociedade querendo se apossar do orçamento.

Existe ainda a vocação para a crença em salvadores da pátria e a classe política brasileira tem vocação messiânica. Os opositores do governo prometem o paraíso terrestre, mas é bom que não se cultive ilusões.

Com Rafael Diniz ou sem Rafael Diniz, esta cidade do Norte Fluminense, nem tão cedo voltará a ter dinheiro para erguer elefantes brancos. Os royalties que já estão minguados poderiam diminuir ainda mais, caso o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril do ano que vem, decida por validar a lei que redistribui esta compensação para todos os Estados e Municípios.

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

32ª SESSÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SFI, REGISTRADA EXCLUSIVAMENTE PELO GRUPO KÉSSIO JHONIS DE COMUNICAÇÃO.


PAUTA: JULGAMENTO DAS CONTAS RELATIVAS AO EXERCÍCIO FINANCEIRO DO ANO DE 2017 DA PREFEITA DE SFI.

A CÂMARA MUNICIPAL DE SFI APROVA AS CONTAS DA PREFEITA DE SFI DO EXERCÍCIO DE 2017 E O PLACAR É DE 10 A 1, ONDE SOMENTE O VEREADOR ZÉ CHERENE, QUESTIONA E ENTENDE QUE AS CONTAS ESTÃO APROVADAS, PORÉM COM RESSALVAS, ESTAS RESSALVAS LEVOU O EDIL ZÉ CHERENE VOTAR CONTRÁRIO O RELATOR DA CÂMARA DE SFI (VEREADOR LEANDRO BABÃO) E NÃO O DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. O GRUPO K.J. DE COMUNICAÇÃO QUER VER OS EDIS VOTAREM AS CONTAS DO EXERCÍCIO DE 2018, ONDE O TRIBUNAL REPROVOU DIRETO, OU SEJA, A PREFEITA TEM TUDO PRA FICAR INELEGÍVEL E NEM CONCORRER ÀS ELEIÇÕES DE 2020.
A PRESENÇA DA PREFEITA DE SFI JUNTO DE UMA PARTE DA SUA CÚPULA NA MANHÃ DESTA TERÇA-FEIRA 05/12/2019, FOI TÃO CARREGADO E PESADO QUE 2 VEREADORES QUASE SAÍRAM NO TAPA, ONDE O MOTIVO FOI A MAL GESTÃO DA PREFEITA DE SFI E A FALTA DE PLANEJAMENTO DA PREFEITURA DE SFI, UM VERDADEIRO DESGOVERNO QUE ATÉ ATINGE A CASA DE LEIS DO NOSSO MUNICÍPIO (SFI). NA MESMA OCASIÃO O PRESIDENTE DA CASA (CÂMARA) MASXUEL COCÓIA, TEM UM PICO DE PRESSÃO E VEM A PASSAR MAL, APÓS TER VOTADO ÀS CONTAS DA PREFEITA DE SFI.
A CONCLUSÃO QUE O GRUPO K.J. DE COMUNICAÇÃO ACABA DE CHEGAR É QUE A PREFEITA DE SFI CRIA MAL ESTAR NÃO SÓ NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DA CIDADE E TAMBÉM NO PARLAMENTO DOS NOSSOS NOBRES EDIS. PEDE PRA SAIR PREFEITA, POIS NEM OS VEREADORES DA CIDADE ESTÃO AGUENTANDO SUA INCOMPETENTE GESTÃO!



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