quinta-feira, 7 de julho de 2016

"Eduardo Cunha renuncia à Presidência da Câmara. Eduardo Cunha renunciou ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados!"

cunha

                     O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), renunciou há pouco à presidência da Casa.

                   “Resolvi ceder ao apelos generalizados dos meus apoiadores […] Somente a minha renúncia poderá pôr fim a esta instabilidade sem prazo. A Câmara não suportará infinidamente”, disse, ao ler sua carta de renúncia em entrevista à imprensa no Salão Nobre da Câmara. Ele informou ter encaminhado a carta ao primeiro-vice-presidente da Casa.

                      Ao ler a carta, Cunha disse que é alvo de perseguição por ter aceito a denúncia que deu início ao processo de impeachment de Dilma Rousseff. “Sofri e sofro muitas perseguições em função das pautas. Estou pagando alto preço por dar início ao impeachment”, disse, ao emocionar-se em alguns momentos
                       Eduardo Cunha chegou no início da tarde pela chapelaria da Câmara, passou na Secretaria-Geral da Mesa e marcou a entrevista à imprensa no Salão Nobre da Casa, apesar de ter sido autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a circular na Câmara apenas para se defender do processo de cassação no Conselho de Ética ou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
                        Em ocasiões anteriores, por várias vezes, Cunha negou que iria renunciar.
                        Com a decisão de Cunha de deixar a vaga, a Câmara terá que convocar novas eleições no prazo de até cinco sessões plenárias – deliberativas ou de debates com o mínimo de 51 deputados presentes – para uma espécie de mandato-tampão, ou seja, para um nome que comandará a Casa até fevereiro do próximo ano quando um novo presidente será eleito.
                        Com a renúncia, pode se encerrar o impasse sobre a permanência de Waldir Maranhão (PP-MA) no comando da Câmara. Maranhão assumiu o cargo desde que Cunha foi afastado da presidência da Câmara pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
                        O descontentamento dos deputados com a condução de Maranhão provocou, inclusive, um acordo informal para que ele não presida as sessões de votações. Todas as vezes em que Waldir Maranhão tentou quebrar este acerto, os parlamentares se recusaram a discutir e votar matérias importantes até que ele deixasse a Mesa do Plenário, que estava sendo revezada com o primeiro-secretário, Beto Mansur (PRB-SP) e o segundo vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara, deputado Fernando Giacobo (PR-PR) – possíveis candidatos à vaga provisória da presidência.
                         Eduardo Cunha está no quarto mandato, iniciado no PP e depois migrou para o PMDB no período em que o partido estava dividido entre apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a possibilidade de uma candidatura própria. Na eleição de 2006, Cunha integrou o grupo que militou pela candidatura própria do PMDB mas, a partir de 2007 com vitória de Lula no segundo turno, a legenda foi para a base do governo.
                         Eleito presidente da Câmara em primeiro turno no dia 1º de fevereiro de 2015, Cunha recebeu 267 votos e derrotou três candidatos, entre eles, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que era o candidato do Palácio do Planalto na época, mas que obteve apenas 136 votos. Durante a disputa e nos meses seguintes, Cunha repetiu em diversos episódios que o governo de Dilma Rousseff resistiu fortemente à sua candidatura à presidência da Casa, o que, segundo ele, justificou a resistência sofrida por parte da base aliada na época.
                          O comando da Câmara é exercido por dois anos, mas nos primeiros meses Cunha já começou a sentir a pressão suscitada pelas suspeitas de seu envolvimento em negócios ilícitos envolvendo contratos de empresas com a Petrobras e existência de contas secretas no exterior. Essas denúncias, aliada a reclamação de parlamentares que o acusaram de beneficiar um grupo de deputados e conduzir as votações na Casa, serviram como estopim para o início e avanço do processo de cassação de seu mandato.

Processo de cassação:

                           O processo para afastar definitivamente o peemedebista começou em outubro do ano passado, quando o PSOL e a Rede entraram com uma representação contra Cunha alegando que ele havia mentido à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, quando negou ser o titular de contas no exterior. No processo, que ficou marcado como o mais longo do colegiado, durando oito meses em função do que adversários classificaram de manobras de aliados de Cunha, a cassação acabou sendo aprovada no dia 14 de junho, por 11 votos contra 9, no Conselho de Ética.
                            A defesa de Cunha entrou com um recurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para tentar reverter o resultado. Foram elencados mais de 10 pontos em que Cunha questiona a tramitação do processo, entre eles, a intenção de aditar a representação contra ele incluindo informações sobre recebimento de propina, o ponto que trata da votação no conselho ter sido nominal e o que aponta que Marcos Rogério (DEM-RO) que, segundo ele, não poderia ter continuado como relator do caso, depois de ter mudado de partido com a janela partidária e continuar ocupando a vaga do PDT.
                            Ontem (6/7/16), o relator do recurso de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pede a anulação da tramitação do processo de cassação dele no Conselho de Ética da Câmara, apresentou seu parecer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF) acatou parcialmente o pedido de Cunha e recomendou uma nova votação do processo no conselho. O presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB-PR), marcou para 16h de segunda-feira (11) a nova sessão para o início da discussão e votação do parecer.
                             Para ser aprovado, o parecer de Fonseca precisará dos votos da maioria dos 66 integrantes da comissão. Havendo pedido de vista, esta manifestação pode ocorrer apenas na próxima semana, de acordo com a escolha do ex-presidente da Casa. O texto será então debatido entre parlamentares e depois o relator terá mais 20 minutos de réplica e a defesa outros 20 minutos de tréplica antes da votação.
                              Se a CCJ decidir que Cunha tem razões para apontar problemas durante a tramitação do processo, a decisão pode provocar a reabertura do caso no conselho mas, como seria uma decisão inédita da comissão que se vê no impasse de estar no mesmo nível hierárquico que o conselho, a decisão final deve ser tomada pela Mesa Diretora da Câmara. Se a CCJ rejeitar os argumentos de Cunha, o processo de cassação vai a plenário e precisa de 257 votos para qualquer que seja a decisão final.

STF:
                  
                     Paralelamente ao processo de cassação na Câmara, no Supremo Tribunal Federal (STF), Cunha é alvo de pelo menos cinco processos, além de ter sido, no último mês, afastado do comando da Casa por decisão do ministro do STF Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato. A medida, acompanhada pelos 11 ministros da Corte, foi em resposta à acusação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de que Cunha tem atrapalhado as investigações.
                      O peemedebista entrou com recurso no STF pedindo para voltar à Câmara para se defender pessoalmente no processo de cassação, o que acabou sendo acatado pela Corte. No STF, Cunha também responde a processo em que é acusado de ter recebido US$ 5 milhões em propina para viabilizar contrato de navios-sonda da Petrobras. O STF já rejeitou o recurso apresentado pela defesa do peemedebista.
                      Há ainda denúncia de que Cunha recebeu propina da Petrobras em contas secretas no exterior e acusações de que usou o mandato para beneficiar aliados, além da suspeita de que atuou no desvio de recursos destinados à obra do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

terça-feira, 5 de julho de 2016

"Cenário das eleições começa a se definir em Campos. Com cenário mais claro, confira quais são os nomes com reais chances de conquistar vagas nos partidos!"

pré-candidatos 2016

                            A menos de um mês das convenções que irão confirmar as candidaturas a prefeito, avançam as discussões para os nomes que irão representar partidos e grupos políticos na eleição que será realizada no dia  2 de outubro, primeiro domingo do mês. O segundo turno, caso aconteça, será no dia 30 de outubro.
                           Na Frente Popular Progressista, aliança de 12 partidos que tem à frente o PR, liderado pelo ex-governador Anthony Garotinho, há definições pontuais.
                          No inicio desta semana, o presidente da Câmara Municipal de Campos, vereador Edson Batista (PTB), anunciou que não irá disputar a prévias para deixar à vontade o PR, como partido mais representativo da Frente, na escolha do pré-candidato à prefeitura.

                        “O PR tem a prefeita, possui em seus quadros dois ex-governadores, dois deputados federais, um estadual e três vereadores. Portanto, é o partido que tem representatividade, legitimidade e capital politico para definir essa escolha. Assim decidiu o diretório do nosso partido. O que o PR decidir, então, nós iremos acatar”, disse o presidente da Câmara.

                          Edson Batista foi seguido nesta quinta-feira (30/06/2016) por Thiago Ferrugem, além da  vereadora Auxiliadora Freitas (PHS), outra pré-candidata que retirou seu nome das prévias que indicará o candidato a prefeito da coligação.
                          Outros pré-candidatos da Frente Popular Progressista são Mauro Silva, Doutor Chicão, Fábio Ribeiro, Edilson Peixoto, Eduardo Crespo, Paulo Hirano e Charles Guerreiro.
Presidente regional do PR, o ex-governador Anthony Garotinho marcou para o dia 30 de julho a data da convenção para a escolha oficial do candidato a prefeito que representará a Frente nas eleições.

DINIZ:

                           O vereador Rafael Diniz (PPS), outro pré-candidato, espera anunciar uma dobradinha com o colega Gil Vianna (PSB), também pré-candidato à prefeitura. “Ele é pré-candidato a prefeito, como eu. Mas existe essa possibilidade, entre nós existe esse entendimento, independentemente de quem será o cabeça de chapa ou candidato a vice. Vamos aguardar”, disse Rafael.
                           A propósito, Rafael deve oficializar sua candidatura na convenção marcada para o dia 31 de julho, um domingo.

TADEU:

                           Eleito vereador com a força nas classes populares de seu programa Balanço Geral, na TV Record, Alexandre Tadeu (PRB) não terá a televisão como aliada nesses meses que antecede as eleições. Por força da legislação eleitoral, ele se afastou de seu programa até as eleições.
                           Alexandre Tadeu teve sua pré-candidatura a prefeito lançada no último sábado, no Hotel Windsor Guanabara, no Centro do Rio. Do evento, participaram o deputado estadual Wagner Montes, os senadores Marcelo Crivella e Eduardo Lopes, entre outros políticos do PRB.
                           O candidato a vice na chapa de Tadeu deverá ser o empresário René Siqueira, da Associação Evangélica de Campos, filiado ao PSC, partido presidido em Campos pelo vereador Paulo Genásio. No último dia 24, Tadeu participou de evento do partido em Campos, que contou com a presença do deputado Flávio Bolsonaro (PSC).

PEIXOTO:

                           O deputado estadual João Peixoto (PSDC) é outro pré-candidato à prefeitura de Campos. Na Câmara, ele conta com o apoio de dois vereadores: José Carlos Monteiro e Deivison Miranda, ambos filiados ao seu partido.

NILDO:

                           Outro pré-candidato a prefeito, o vereador Nildo Cardoso (DEM) confirmou sua pré-candidatura numa reunião comunitária. Ele garante que sua candidatura é para valer. 

                          “É meu último mandato como vereador. Daqui só saio para ser prefeito. Caso contrário, volto para continuar administrando minhas empresas com meus filhos”.

                            Nildo Cardoso anunciou seu filho, o empresário José Leandro, como pré-candidato a vereador.

CAIO:

                             Embora tenha dito que sairá candidato na recente inauguração da sede do PT em São João da Barra, o ex-prefeito Arnaldo Vianna (PEN) não pode ser candidato porque encontra-se inelegível em mais uma eleição, por conta da Lei da Ficha Limpa. Ele foi condenado por vários tribunais como o TCE (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TT) e Tribunal de Contas da União (TCU). Arnaldo deve apoiar seu filho, Caio Vianna (PDT), nas eleições deste ano.

PUDIM:

                              O PMDB realizará sua convenção no dia 29 de julho e muito provavelmente vai confirmar o deputado estadual Geraldo Pudim como candidato a  Prefeitura de Campos.

                            “Com necessidade de mudança, desde o ano passado estamos nos planejando para oferecer o melhor para a nossa cidade. Temos certeza de que somente com a participação da sociedade poderemos encontrar o caminho para que a cidade volte a se desenvolver”, disse Geraldo Pudim.

"Governo do Rio quitaria segunda-feira (4/7/2016), pagamento de maio de 310 mil servidores. Para os profissionais de segurança pública, hoje está sendo paga a segunda parcela dos vencimentos e benefícios de maio!"

dornelles

                          O governo do Rio de Janeiro informou que quitaria nesta segunda-feira (4/7/2016) o pagamento de maio de 310,4 mil servidores, aposentados e pensionistas. De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa do governo, serão depositados R$ 460 milhões, equivalentes a 30% do valor da folha de pagamento do estado no mês.
                          O valor, que já está sendo depositado ao longo de todo o dia (inclusive após o encerramento do expediente bancário), se refere ao crédito complementar da folha de maio de servidores que haviam recebido metade do pagamento no dia 14 de junho.

Para os profissionais de segurança pública, hoje está sendo paga a segunda parcela dos vencimentos e benefícios de maio. O pagamento da folha de junho dessa área será feito ainda nesta semana, assim como o pagamento das horas extras e das gratificações.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

"Nova etapa da Lava Jato mira fraudes no Centro de Pesquisa da Petrobras. Consórcio alvo da Lava Jato pagou R$ 39 milhões em propina, diz MPF!"

Nova etapa da Lava Jato mira fraudes no Centro de Pesquisa da Petrobras

                 Policiais federais cumprem mandados referentes à 31ª fase da Operação Lava Jato em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal desde a manhã desta segunda-feira (4/7/16). Ao todo, foram expedidas 35 ordens judiciais, sendo quatro de prisão temporária, uma de prisão preventiva, 23 de busca e apreensão, além de sete conduções coercitivas, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento.
                  Um dos presos é o ex-tesoureiro do PT Paulo Aldalberto Alves Ferreira, que está detido desde 24 de junho, quando foi alvo da Operação Custo Brasil, um desdobramento da Lava Jato que investiga fraudes no crédito consignado de servidores públicos. A PF também cumpriu um mandado de busca e apreensão de bens de Ferreira em Brasília.
                   A ação desta segunda-feira foi batizada pela PF de "Abismo" e investiga crimes de organização criminosa, cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro oriundo de contratos da Petrobras, em especial do contrato celebrado pelo Consórcio Novo Cenpes para a construção do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), no Rio de Janeiro.
                   O esquema no Cenpes envolve o pagamento de R$ 39 milhões em propinas em três frentes: a uma empresa, para que ela desistisse de participar da licitação da obra; para funcionários da diretoria de Serviços da Petrobras, e para Ferreira, ex-tesoureiro do  PT.
                    Ferreira é marido da ex-ministra do Desenvolvimento Social no governo Dilma Tereza Campelo e próximo ao ex-ministro José Dirceu, já condenado na Lava Jato. O ex-tesoureiro é suspeito de ter iniciado as tratativas e recebido valores ilícitos oriundos da Consist, pivô do esquema descoberto na Custo Brasil que teria desviado R$ 100 milhões do crédito consignado de funcionários públicos.
                    Também foram presos Edson Freire Coutinho, executivo da Schahin Engenharia, e Roberto Ribeiro Capobianco, segundo a PF. Erastor Messias da Silva Jr. e Genesio Schiavinatto Jr. são considerados foragidos.
                    Os presos temporários serão levados para a Superintendência da PF em Curitiba.

Consórcio alvo da Lava Jato pagou R$ 39 milhões em propina, diz MPF:

                    Alvo da 31ª fase da Lava Jato, o Consórcio Novo Cenpes pagou R$ 39 milhões em propina para conseguir um contrato na Petrobras, informou o procurador da República Julio Carlos Motta Noronha nesta segunda-feira (4). O grupo de empresas construiu o Centro de Pesquisas e   Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), no Rio de Janeiro.
                    O grupo de empresas assinou, em 2008, o contrato para a construção do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), no Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), R$ 18 milhões foram pagos para que a WTorre saísse da disputa.

                   "Um contrato que com começou com valor de R$ 850 milhões terminou com valor superior a R$ 1 bilhão", disse o procurador da República.

                     Para dos recursos desviados foram repassados para funcionários da Petrobras, da diretoria de Serviços, além de operadores e agentes políticos ligados ao PT, segundo as investigações.
                    Um dos alvos é o ex-tesoureiro do PT Paulo Adalberto Alves Ferreira, que está detido desde 24 de junho, quando foi alvo da Operação Custo Brasil, que investiga fraudes no crédito consignado de servidores públicos.
                     Segundo o MPF, Alexandre Romano, que é ex-vereador da cidade de Americana pelo PT, confessou ter repassado mais de R$ 1 milhão do Consórcio Nova Cenpes para o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, por meio de contratos simulados. As contas de uma escola de samba e de um blog, entre outras, foram usadas para a realização dos repasses.

Investigações:

                     Segundo o Ministério Público Federal (MPF), também são alvos da atual fase grandes empresas construtoras, incluindo executivos e sócios.

                    "Em 2007, a Petrobras submeteu à licitação três grandes obras de construção civil: Sede Administrativa em Vitória/ES, Centro Integrado de Processamento de Dados (CIPD), no Rio de Janeiro/RJ, e o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), também no Rio de Janeiro/RJ", diz o MPF.

                      Ainda de acordo com o MPF, no caso da licitação para a obra do Cenpes, houve um imprevisto, pois a empresa WTorre Engenharia e Construção S/A, que não havia participado dos ajustes, apresentou proposta de preço inferior.

                     "As empresas que formavam o Consórcio Novo Cenpes ajustaram, então, vantagem indevida de R$ 18 milhões para que a WTorre saísse do certame, permitindo que o Consórcio renegociasse o preço com a Petrobras", acrescenta o MPF. Depois de concretizado o acerto, o Consórcio Novo Cenpes celebrou, em 21 de janeiro de 2008, contrato no valor de R$ 849.981.400,13.
Além dos ajustes e fraude na licitação, ainda segundo as informações do MPF,  houve oferecimento, promessa e pagamento de propina a funcionários da Petrobras da diretoria de Serviços e a agente político vinculado ao PT.
                     "No período de 2007 a 2012, foram pagos aproximadamente R$ 18 milhões para que a empresa com melhor preço abandonasse a licitação e foram identificados pagamentos ilícitos de R$ 16 milhões transferidos a Adir Assad, R$ 3 milhões para Roberto Trombeta e Rodrigo Morales, US$ 711 mil para Mario Goes e R$ 1 milhão para Alexandre Romano", declarou o MPF.

                       As investigações da atual fase se deram graças ao acordo de leniência e de colaboração premiada com a empresa Carioca Engenharia e seus principais executivos, que indicaram que as empreiteiras participantes daquelas licitações que se ajustaram num grande cartel, fixando preços e a maximizar seus lucros.
                       A Construtora OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Schahin Engenharia e Construcap CCPS Engenharia, integrantes do consórcio Novo Cenpes, ficaram com a obra do Cenpes.
                       O nome da operação, segundo a PF, é uma referência às tecnologias de exploração de gás e petróleo em águas profundas desenvolvidas no Cenpes, mas também à localização das instalações, que fica na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, e à demonstração de que os esquemas de fraude levaram a estatal "aos recantos mais profundos da corrupção do dinheiro público".
                        A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou até mesmo ser convertida para preventiva, que é quando o investigado não tem prazo determinado para deixar a prisão.

30ª fase:

                       A 30ª fase foi deflagrada no dia 24 de maio e prendeu Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique de Oliveira Macedo. Eles eram sócios da Credencial, uma construtora de Sumaré (SP) apontada pelo Ministério Público Federal (MPF) como empresa fachada, que servia como intermediária para pagamentos de propina aos beneficiários do esquema de corrupção.
                      Conforme o MPF, as empresas fornecedoras de tubos Apolo Tubulars, que tem sede em Lorena (SP), e Confab procuraram diretores da Petrobras para oferecer pagamento de vantagens indevidas em troca de serem contratadas pela estatal.

                      Os contratos celebrados pelas duas empresas somam mais de R$ 5 bilhões, o que resultou em pagamentos de propinas que passam de R$ 40 milhões.

"Empresário vai bancar hospital veterinário público!"

                   O bilionário gaúcho Alexandre Grendene vai investir R$ 6 milhões para construir mais um hospital veterinário público do País.
                   O prédio será levantado em 10 meses onde atualmente fica a Unidade de Medicina Veterinária da Seda, na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, RS.
                   Ele terá 1,6 mil m², com cinco salas de cirurgia, UTI, setor de quimioterapia, banco de sangue e laboratórios.
                   Até 150 animais domésticos poderão ficar internados, e o espaço de triagem será para 120 bichinhos.
                   O empresário só fez um pedido, que o local seja chamado de Unidade de Saúde Animal Kate, uma bichon frisé inseparável do casal Alexandre Grendene e Nora Teixeira.

O dinheiro:
                    Grendene vai pagar toda a verba de construção e de equipamentos do espaço. Depois da obra pronta, a gestão ficará a cargo da prefeitura e de uma equipe de estudantes veterinários de universidades.
                    A deputada Regina Becker Fortunato foi quem deu a ideia à família Grendene.
                    Envolvida com a Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda), Regina conta que o espaço atenderá gratuitamente os animais de proprietários em vulnerabilidade social – pessoas que estão inscritas no Bolsa Família ou com cadastro no NIS – e animais de rua que chegarem pelas protetoras da Seda.

                   “Essa visão deles para a causa, estendendo a ajuda ao poder público de Porto Alegre, está levando a uma mudança radical na postura das pessoas e contagiando outros municípios do Estado e do Brasil”, disse Regina.

Em São Paulo:
                    Em funcionamento há dois anos o Hospital Veterinário Público de São Paulo é administrado pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) em parceria com a Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (ANCLIVEPA).
                    Há duas unidades disponíveis no município, uma localizada na Zona Norte e outra na Zona Leste da cidade.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

"Partidos em Campos já iniciaram as discussões. Convenções partidárias, entre julho e agosto, definirão nomes para a disputa do pleito!"

Partidos em Campos já iniciaram as discussões

Partidos em Campos já iniciaram as discussões
Eleições municipais de 2016: primeiro turno do pleito, segundo o Calendário Eleitoral, acontece no próximo dia 2 de outubro.

                      A três meses do primeiro turno das eleições para prefeito e vereador, os diretórios dos partidos em Campos já iniciaram as discussões visando à participação no pleito. Algumas siglas já têm definidas as nominatas de pré-candidatos à Câmara Municipal e à chapa majoritária. No entanto, os nomes escolhidos precisam ser confirmados durante as convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto.
                      No grupo da atual prefeita Rosinha Garotinho (PR) foi criada a Frente Popular Progressista de Campos, integrada por 12 siglas: PR, PSD, PSDB, PTB, PTdoB, SD, PRP, PTC, PHS, PMB, PSL e PRTB.
                       Em relação ao candidato da Frente para disputar a sucessão municipal, será definido através de sete prévias, que terão início no dia 28 de maio. Os pré-candidatos inscritos para a majoritária são: Dr. Chicão (atual vice-prefeito); Edson Batista (vereador e presidente da Câmara Municipal); Mauro Silva (vereador e líder do Governo na Câmara); Dr. Paulo Hirano (vereador e ex-líder do Governo); Fábio Ribeiro (vereador e ex-secretário de Administração); Auxiliadora Freitas (vereadora e presidente da Comissão de Educação da Câmara); Edilson Peixoto (ex-secretário de Obras); Thiago Ferrugem (ex-secretário de Desenvolvimento Humano e Social); e Eduardo Crespo (ex-secretário de Agricultura).
                          No dia 30 de julho haverá a convenção municipal, quando será homologado o vencedor das prévias e formalizada a chapa que concorrerá ao pleito.
                          Para o presidente regional do PR e coordenador da Frente Popular Progressista de Campos, Anthony Garotinho, os partidos que compõem a Frente lançarão, em conjunto, cerca de 400 candidatos à Câmara e alguns deverão fazer coligação na eleição para o Legislativo. Em recente matéria publicada em O Diário, Garotinho mostrou-se otimista, estimando que o grupo deve eleger entre 18 e 20 vereadores das 25 cadeiras em disputa no Legislativo.



Partidos em Campos já iniciaram as discussões

PT: indefinição sobre candidato a prefeito

                          Ex-prefeito de Campos e presidente do diretório municipal do PPS, Sérgio Mendes, disse que o partido vem trabalhando para eleger dois vereadores e um terceiro na sobra. “Nossa legenda terá 38 pré-candidatos a vereador. Esse momento é de conversas com os outros partidos. Temos dois partidos que vão coligar conosco nas próximas eleições e as conversas estão bem adiantadas”, afirmou Mendes.
                           Na majoritária, segundo o ex-prefeito, o partido irá lançar a candidatura do vereador Rafael Diniz. “Acreditamos que até as eleições algumas candidaturas lançadas na oposição não prosperarão”, opinou o presidente do PPS/Campos.
                            Presidente do diretório municipal do PT, André Oliveira, informou que o partido tem como foco principal voltar a ter representação na Câmara Municipal. O PT contava com uma cadeira no Legislativo campista, mas ficou sem nenhum parlamentar com a saída do vereador Marcus Welber Gomes, Marcão, que se filiou à Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva.
                             Segundo André, o partido criou a “Frente Brasil Popular” e está na fase do diálogo. “Ainda não definimos se vamos lançar candidatura própria a prefeito ou faremos coligações com outros pré-candidatos”, ressaltou.


Partidos em Campos já iniciaram as discussões

Silêncio dos presidentes dos diretórios do PDT e PMDB:

                    Já Edson Faes de Araújo, presidente do diretório municipal do PSDC, disse que, do ponto de vista partidário, a sigla está pronta para o pleito. “Ainda não há nenhuma candidatura definida, mas vamos começar a trabalhar o nome do deputado estadual João Peixoto, que se colocou à disposição do PSDC para ser pré-candidato à Prefeitura de Campos”. Com uma nominata de 38 pré-candidatos a vereador, o partido, segundo Edson, pretende eleger pelo menos dois parlamentares. “Todos os nomes serão submetidos à aprovação do diretório e isso vai acontecer nas convenções”, acrescentou Faes.
                    O presidente do diretório municipal do PRB, Henrique Monfortes, ressaltou que o partido está com a chapa montada e pretende lançar a candidatura do vereador Alexandre Tadeu Tô Contigo à prefeitura, tendo como vice, Renê Siqueira. “A política é dinâmica e, por isso, estamos aguardando o tabuleiro se mexer, com muita humildade e pé no chão”, afirmou ele, destacando que a legenda tem 38 pré-candidatos a vereador, pretendendo eleger três deles.
                     Para o presidente do diretório municipal do PMDB, deputado estadual Geraldo Pudim, foi encaminhado email, através de um de seus assessores, mas não houve retorno.