Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo,
Paraná e Rio Grande do Sul anunciaram que aumentarão suas alíquotas de ICMS no
ano que vem. Os secretários de Fazenda desses estados explicam em carta que a
reforma tributária terá efeitos na arrecadação desses entes federativos.
A carta não informa qual será o percentual de aumento. Será
preciso que as assembleias legislativas aprovem o acréscimo no imposto, mas os
governadores devem propor um aumento das alíquotas para 19,5%. Segundo o
Ministério da Fazenda, que divulgou nota, a reforma tributária não justifica o
aumento do ICMS anunciado pelos secretários.
Hoje, estas são as alíquotas:
Espírito Santo – 17%;
Minas Gerais – 18%;
Paraná – 19%.
Rio de Janeiro – 18%;
Rio Grande do Sul – 17%;
São Paulo – 18%.
A carta dos estados cita que, no atual texto da reforma
tributária, a participação de cada ente no total arrecadado pelo IBS (novo
imposto) dependerá da receita média de cada estado com o ICMS entre 2024 e
2028.
Foi esse o principal incentivo para os estados anunciarem o
movimento de aumentar a alíquota, alegando que quanto maior a arrecadação nesse
período, maior será o fluxo de recursos do IBS para os estados. No documento,
os representantes sugerem prejuízo na distribuição de recursos após a entrada
em vigor da reforma tributária sobre o consumo.
“As circunstâncias impõem que os Estados das regiões Sul,
Sudeste e Centro-Oeste do país reposicionem as suas alíquotas modais de ICMS
para recompor a tributação estadual no curto prazo e para neutralizar as perdas
potenciais com a futura distribuição do produto arrecadado com o IBS”, cita a
carta.
Também é citado que a “larga maioria” dos governos das
regiões Norte e Nordeste aumentaram suas alíquotas de ICMS e poderiam ter
vantagem na distribuição proporcional dos recursos provenientes do novo imposto
sobre consumo.
No início de novembro, o Senado aprovou a Proposta
de Emenda à Constituição (PEC) que muda o sistema tributário brasileiros, ao
unificar cinco tributos sobre consumo. Agora, o texto está tramitando novamente
na Câmara e pode ser promulgado ainda este ano.
O Brasil vai adotar o imposto sobre valor agregado (IVA),
como acontece na maior parte dos países. Esse IVA será dividido em dois: o imposto
federal se chamará Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e vai unificar os
tributos PIS, Cofins e IPI;
O imposto estadual vai se chamar Imposto sobre Bens e
Serviços (IBS) e vai reunir o ICMS (estadual) e ISS (municipal).
Com informações de O Globo
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