O vereador Bruno Vianna (PSD) afirmou ao Manchete
Podcast dessa quinta-feira (16/11/2023) que não pretende deixar o partido e
que pretende disputar a reeleição pela sigla. Ele era o líder da bancada na
Câmara, mas foi destituído por Caio Vianna (PSD), presidente do diretório
municipal. Depois, Caio esteve com o prefeito Wladimir Garotinho (PP) e começou
a circular nos bastidores a possibilidade de uma aliança entre os adversários
do pleito de 2020. Bruno rechaça, acredita que a candidatura a prefeito faz
parte de uma construção maior do PSD.
Confira a entrevista completa
— A construção do PSD sempre foi com Caio. E continua sendo
com ele. Não fui informado de nenhuma mudança de posição, mas um movimento
pessoal em relação a emendas (parlamentares). Quero ser candidato à reeleição
de vereador, acho que tenho muito a entregar ainda no Legislativo. Vamos deixar
o prefeito (do Rio) Eduardo (Paes), líder máximo do PSD no Estado, definir de
que forma o partido se movimenta. Estou totalmente à disposição para colaborar
com a construção. Não pretendo ser candidato a prefeito, o que espero é que
Caio assuma a responsabilidade que lhe foi dada, de ser um player como
candidato a prefeito de Campos — pontuou Bruno que ainda ressaltou ser
importante o alinhamento do prefeito com o deputado federal quando o assunto é
emendas.
Para Bruno, mesmo que Caio queira fazer um movimento
alinhado com o prefeito os planos macros do PSD são outros, inclusive pensando
numa possível candidatura de Paes a governador do Rio de Janeiro. “Eu não acredito
que o PSD estará caminhando com o governo (municipal de Campos) na próxima
eleição”, disse, lembrando que também não vê possibilidade de alinhamento do
prefeito da capital com o clã Garotinho.
Em relação à destituição da liderança do PSD na Câmara, Bruno
diz que não muda nada em relação a possíveis Comissões Parlamentares de
Inquérito (CPIs). Contudo, ressalta ter discordado do movimento de Caio,
sobretudo pelo fato de a liderança do partido estar na mão de um vereador da
base. “Essa decisão foi individual, do presidente municipal. Não sei até onde o
prefeito Eduardo estava ciente desse movimento. Mas ele é presidente municipal,
se eu fosse líder estadual, daria essa autonomia para o presidente municipal”,
afirmou.
Autor do pedido de CPI da Saúde, ele chega a ventilar a
possibilidade de esse ter sido o motivo para a sua destituição. “Se foi feito
esse movimento por conta da CPI da Saúde, não sei porque tanto temem a CPI da
Saúde, isso não muda nada. Serei o presidente não por ser do PSD, mas por ser o
primeiro signatário”.
Na entrevista, o vereador lembra da rivalidade eleitoral
entre os pais de Caio e Wladimir para descartar, na sua análise, a
possibilidade de aliança entre eles. Bruno também comenta sobre seu mandato,
avaliação do governo e mudanças de forças na Câmara.
Com informações Blog do Arnaldo Neto
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